URGENTE: Ministério da Defesa não encontra Fraude nas Urnas

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O Ministério de Defesa divulgou um relatório sobre dispositivos de votação eletrônica nesta quarta-feira. O documento, elaborado pelos militares brasileiros, afirma que “não é possível afirmar que a urna não contém código malicioso que possa alterar seu funcionamento”.

“Observou-se que a ocorrência de acesso à rede durante a compilação do código-fonte e a posterior geração de programas (códigos binários) pode representar um risco relevante para a segurança do processo”, diz o relatório. O Supremo Tribunal Eleitoral afirma que as urnas eletrônicas são 100% invioláveis.

A análise é fruto de um pedido do presidente da República Jair Bolsonaro (PL) para que as Forças Armadas monitorem o processo eleitoral brasileiro.

O relatório sugere que o TSE responda a algumas sugestões de engenheiros militares:

Realizar uma investigação técnica para entender melhor o que aconteceu quando o código-fonte foi compilado e seu possível impacto;
Apoie a análise completa de códigos binários que foram executados com eficiência em dispositivos de votação eletrônica.

“Propomos a criação de uma comissão específica composta por técnicos de renome da empresa e técnicos representantes das entidades de controle”, argumentou o ministério. “Dada a importância do processo eleitoral para a harmonia política e social do Brasil, solicito também que este STF considere a urgência de apreciar esta moção.

Segundo a defesa, o TSE definiu limites para o acesso dos militares ao sistema eleitoral, o que, segundo eles, dificulta a análise dos códigos-fonte. Foram realizadas apenas análises estáticas, o que, segundo o ministério, inviabilizou a implementação dos códigos.

Os militares, portanto, não conseguiram entender “a ordem de execução de cada parte do sistema eleitoral”. “Os códigos foram acessados ​​pelo computador do TSE”, informou. “Cada equipamento tinha uma cópia do código-fonte. O tribunal permitiu o acesso dos técnicos à sala de inspeção apenas com papel e caneta.

Não há como ter certeza de que o código-fonte presente na eleição é exatamente o que o departamento verificou, disse a defesa.

“Acessar o código em um ambiente com as limitações acima e ferramentas analíticas insuficientes, ao mesmo tempo em que avançava na transparência do processo, não foi eficaz para comprovar o bom funcionamento do sistema”, argumentou. “Portanto, acreditamos que apenas um teste funcional em condições normais de uso pode confirmar que o kit está funcionando corretamente.”

Desde a eleição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vários brasileiros se organizaram em frente a quartéis na maioria dos estados. Pouco antes, caminhoneiros fecharam rodovias para protestar contra a vitória do presidente recém-eleito.

O presidente do Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto, informou que o partido não pretende contestar o resultado eleitoral. No entanto, Bolsonaro pode fazê-lo se tiver “algo real na mão”, disse Costa Neto.

Como é feita a verificação pelo Ministério da Defesa?

As urnas são impressas no aparelho ao final da votação e informam o total de votos de cada candidato, registrados ao longo do dia na respectiva urna.

A análise do ministério era esperada por milhares de pessoas que se manifestaram contra a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Após o término do 1º turno dessas eleições, o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), solicitou a apresentação do documento.

No entanto, a defesa disse que apresentará o relatório final das urnas somente após 30 de outubro deste ano – 2º turno da eleição. Técnicos militares analisaram urnas de 462 assembleias de voto.

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